Muffins de Whey Protein

Um dos suplementos mais consumidos por praticantes de diferentes modalidades esportivas, a Proteína do Soro do Leite tem – entre outros efeitos positivos sobre a massa muscular, o desempenho físico e a redução da gordura corporal. Conheça aqui as diferenças que existem entre os produtos à base desta substância e sua atuação no organismo

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A conscientização dos consumidores sobre a importância de uma alimentação nutritiva e saudável motivou os pesquisadores, a partir da década de 70, a concentrar boa parte de seus esforços a estudar as propriedades e os efeitos da Whey Protein sobre a saúde. Atletas, praticantes de atividade física, pessoas fisicamente ativas e até mesmo portadores de doenças vêm procurando benefícios nessa fonte protéica.

A Proteína do Soro do Leite, mais conhecida como Whey Protein, é o nome dado a um conjunto de frações protéicas solúveis encontradas no leite.

É obtida através da extração da porção aquosa do leite gerada durante o

processo de fabricação do queijo. Apresenta fácil digestão, rápida absorção, excelente perfil de aminoácidos (caracterizando-a como proteína de alto valor biológico), quanto maior for o valor biológico, mais aminoácidos e nitrogênio seu corpo irá reter. Um aumento significativo de aminoácidos nas concentrações sanguíneas e no músculo aumenta a velocidade da síntese protéica, o que resulta em um maior ganho de massa muscular.

Composição da Whey Protein

Os aminoácidos que compõem aWhey Protein são principalmente os de cadeia ramificada (BCAA´s) e também apresenta peptídeos bioativos como: Beta-lactoglobulina (BLG): é o maior peptídeo do soro, apresenta resistência a ácidos e enzimas presentes no estômago, o que favorece a absorção intestinal. É o peptídeo que apresenta maior teor de BCAA´s. Alfa-lactoalbumina (ALA): Contém o maior teor de triptofano entre todas as fontes protéicas alimentares. Possui fácil e rápida digestão, apresenta atividade antimicrobiana, que protege o organismo contra bactérias patogênicas. Albumina do Soro Bovino (BSA): Rica em cistina que é um importante precursor de glutationa fundamental para o sistema de defesa antioxidante. Imunoglobulinas (Ig´s): Atuam melhorando a imunidade e também possuem atividade antioxidante. Glicomacropeptídeos (GMP): Melhora a absorção de minerais pelo epitélio intestinal, ajuda na supressão do apetite estimulando o pâncreas a liberar o hormônio CCK (Colecistoquinina) responsável pela supressão do apetite, atua como prebiótico e tem atuação imunomoduladora.

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Fabricação da Whey Protein

Existem diversos métodos para a produção de Whey Protein , o que explica os diferentes tipos e valores encontrados no mercado, que podem variar de R$40 à R$130 para Whey Protein Concentrada e R$120 a R$220 para Whey Protein Isolada. Cada método resulta em diferentes concentrações de proteínas, peptídeos e conteúdo de gordura, lactose, minerais, além de diferentes valores biológicos e biodisponibilidade de várias proteínas.

O processo de extração apresenta papel crucial na performance e na atividade biológica de cada peptídeo específico da Whey Protein , fato que explica porque cada um desses métodos pode ser superior a outro.

Tipos de Whey Protein existentes:

Whey Protein Concentrada (WPC):
Passa por um processo onde ocorre a remoção dos constituintes não protéicos.
Seu conteúdo protéico varia entre 25% e 89%, sendo que à medida que diminui o teor de lactose, aumenta o teor de proteínas.
Whey Protein Isolada (WPI): Contém entre 90 e 95% de proteínas.
Pode ser isenta ou apresentar baixo teor de gordura e lactose.
Whey Protein Hidrolisada (WPH): Obtida a partir da Whey Protein Concentrada ou Isolada , onde suas moléculas são quebradas em peptídeos que são facilmente digeridos e rapidamente absorvidos. Possui baixos teores de gordura e lactose.

Whey Protein e suas aplicações

Ao longo do tempo nosso organismo está em contínuo processo de mudança, pois somos compostos por células que se multiplicam constantemente substituindo uma pelas outras em um processo conhecido como renovação celular. Este processo está diretamente ligado ao envelhecimento da pele e dos órgãos. As células de gordura se renovam a cada 13 meses, as células vermelhas do sangue possuem apenas seis semanas de vida e o revestimento do epitélio intestinal é renovado a cada três dias. A nutrição exerce papel fundamental nesse processo, pesquisas demonstram que a Whey Protein possui nutrientes essenciais que além de estimular o processo de renovação das células, apresentam propriedades favoráveis para o esporte e outros benefícios para a saúde.

Efeitos sobre o ganho de massa muscular

A capacidade de uma proteína de promover anabolismo muscular e impedir a diminuição da massa muscular depende de sua digestibilidade e de sua composição em aminoácidos. O perfil de aminoácidos da Whey Protein é muito similar ao das proteínas do músculo esquelético.

Os BCAA´s presentes (Leucina, Isoleucina e Valina) atuam como geradores de energia, favorecem a recuperação e participam do processo de síntese protéica.
Um estudo realizado com adultos e jovens suplementados com Whey Protein mostra que houve significativo ganho de massa muscular no grupo suplementado em relação ao grupo não suplementado.

Desempenho físico
O estresse oxidativo gerado durante atividade física intensa e prolongada danifica as células, tecidos e contribui para a fadiga muscular e queda da performance.
Pesquisas mostram que a Whey Protein tem a capacidade de promover o fortalecimento da imunidade, pois é rica em cisteína, a qual aumenta a produção de glutationa que é a peça central do sistema imune e de defesa antioxidante do organismo. A glutationa inibe a ação de agentes oxidantes melhorando a potência e o rendimento durante a atividade física além de
manter a saúde e prevenir doenças.

Redução de gordura corporal
A Whey Protein favorece a redução de gordura corporal através dos seguintes mecanismos: Melhora da sensibilidade à insulina que favorece a captação de glicose; Redução da ação dos hormônios calcitrópicos que estimulam a lipogênese (formação de gordura);
Aumento dos níveis de Glutationa que é responsável pela preservação da massa muscular e utilização da gordura corporal como fonte energética; Elevação dos níveis dos hormônios gastrointestinais (colecistoquinina e peptídeo-1 tipo glucagon) que controlam o apetite.

Outros benefícios para a saúde humana
Pesquisas mostram que a Whey Protein proporciona uma série de outros benefícios para a saúde em geral:

Saúde dos Ossos:
Contém minerais e frações ativas que desempenham papel importante na formação e crescimento ósseo.

Sistema Cardiovascular:
Apresenta componentes bioativos que possuem a capacidade de reduzir a pressão sanguínea e o colesterol.

Controle da Depressão:
Aumenta os níveis de triptofano que é precursor de serotonina, hormônio que melhora o humor e reduz sintomas de depressão.
Regulação da Flora Intestinal: Possui ativos que atuam no tratamento de desordens intestinais.

Câncer:
Excelente escolha protéica para pacientes acometidos de câncer, pois é facilmente digerido, atua sobre o sistema imune e impede a perda de massa muscular.

Diabetes:
Possui baixo teor de gordura e ajuda a controlar os níveis sanguíneos de glicose.
Fortalecimento do Sistema Imunológico: Aumenta os níveis de glutationa, substância antioxidante extremamente importante envolvida na manutenção da integridade do organismo

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VITAMINA B3

(Faz parte do complexo B)
Sinonímia: PP, Niacina, ácido nicotínico, nicotinamida
FUNÇÃO
Participa nos mecanismos de oxidação celular, intervém no aproveitamento normal dos prótides pelo organismo, influência o metabolismo do enxofre, tem sido usado como agente farmacológico para diminuir o colesterol do plasma. Possibilita o metabolismo das gorduras e carboidratos. Componente de coenzimas relacionadas às enzimas respiratórias e vasodilatadoras. Reduz triglicerídeos, antipelagra. Ajuda a prevenir e aliviar a dor de cabeça provocada por enxaqueca. Estimula a circulação e reduz a pressão sangüínea alta. Importante nas funções cerebrais e revitalização da pele, também na manutenção do sistema nervoso e do
aparelho digestivo.
CLASSIFICAÇÃO
Hidrosolúvel.
METABOLISMO
É completamente absorvido em todos os segmentos do trato intestinal e após administração terapêutica de doses maciças de nicotinamida apenas traços de nicotinamida inalterada são encontrados na urina e somente após a administração de doses extremamente altas é que a nicotinamida inalterada é o principal produto de excreção.

Quanto ao armazenamento, pouco se conhece sua extensão no organismo, acreditando-se que ela faça principalmente no fígado.
DEFICIÊNCIA
Causa aparecimento da pelagra, perturbações digestivas, nervosas e mentais. Fraqueza muscular, anorexia, estomatite angular, língua vermelha, lesões dermatológicas.
EXCESSO
Causa formigamento e enrubecimnto da pele, sensação de latejamento na cabeça.
FONTES
Abóbora moranga, fígado, rim, coração, carnes, ovo, peixes, amendoim cru ou com a película, pimentão doce, cereais integrais, trigo (germe), trigo integral, levedo de cerveja em pó, feijão preto cru, castanha do Pará.
VITAMINA B5
(Faz parte do complexo B)
Sinonímia: Pantotenato, ácido pantotênico.
FUNÇÃO
Auxilia o metabolismo em geral. O Pantenol, forma alcoólica ativa do ácido pantotênico do grupo da coenzima A, e uma substância que apresenta papel dos mais importantes na regulação dos processos de suprimento de energia. Ele acha-se fixado em cada célula viva e, por conseguinte, promovendo o desenvolvimento, função e reprodução dos tecidos endoteliaise epiteliais. Combate as infecções produzindo anticorpos. Evita a fadiga, reduz os efeitos adversos e tóxicos de muitos antibióticos. A glândula supra renal e o sistema nervoso dependem dele. Auxilia na construção da célula e manutenção normal do crescimento. Útil no controle do stress físico e mental.
A coenzima A apresenta também importância no metabolismo pela liberação de energia dos glicídios, lipídios e proteínas e também na síntese de aminoácidos, ácidos graxos, esteróis e hormônios esteróides, assim como elemento essencial para a formação da porfirina, porção pigmentar da molécula da  hemoglobina.
CLASSIFICAÇÃO
Hidrossolúvel
METABOLISMO
O ácido pantogênico administrado pela via oral é completamente absorvido no intestino delgado, e em pequena extensão aparentemente também no estômago, sendo inicialmente convertido em forma livre por subdivisão enzimática. O próprio processo de absorção á aparentemente baseado na difusão passiva, sendo o mesmo processo para a absorção do pantenol que é oxidado em óxido pantogênico no organismo.
Considerando a entrada e a excreção iguais, pode-se assinalar que o ácido pantotênico não é degradado no organismo, atingindo a excreção urinária cerca de 60 a 70% da quantidade administrada oralmente, sendo o restante excretado pelas fezes.
O ácido pantogênico é sintetizado no intestino grosso pela flora intestinal.desde que o
ácido pantotênico acha-se fixado em todas as células, as necessidades são fornecidas pelas
quantidades normais de todos os alimentos.
DEFICIÊNCIA
Manifesta-se por degeneração muscular, deficiência adrenocortical e hemorragia, dermatite, queratite, parada do crescimento e morte nos animais. No homem, a sua deficiência não tem sido reconhecida com uma dieta comum, presumivelmente por causa da grande ocorrência da vitamina nos alimentos comuns. No homem, apenas a denominada síndrome “ardor nos pés”, caracterizada por formigamento nos pés e parestesias, hiperestesias, e distúrbios circulatórios nas pernas, supõe-se estar ligados à deficiência de ácido pantotênico.
Causa fadiga, fraqueza muscular, perturbações nervosas, anorexia, diminuição da pressão
sangüínea. Distúrbios cutâneos.
EXCESSO
Quando ingeridas em excesso, são facilmente excretadas pela urina e, assim devem ser continuamente supridas na dieta.
FONTES
Fígado, rim, coração, leveduras, ovos, leite, língua de boi, trigo, centeio, farinha de soja, brócolos, batata, cogumelos.

VITAMINA do complexo B

VITAMINA B1

(Faz parte do complexo B)

Sinonímia: tiamina, aneurismas

FUNÇÃO

Tem efeito antineurítico e sua ação é antiberibérica. É indispensável a saúde do sistema

nervoso, dos músculos e do coração. E como fator de crescimento normal, da regularidade do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. (transforma carboidratos em energia), e da manutenção do apetite.

Favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro. Faz respiração tecidual.

Melhora a atitude e o raciocínio. Útil na digestão.

CLASSIFICAÇÃO

Termolábil e hidrossolúvel.

METABOLISMO

A tiamina é absorvida principalmente na parte superior do duodeno e um aumento significativo da concentração tiamínica é observado na secção distal do intestino somente após ingestão de grandes doses.

Depois de absorvida, a tiamina, através da mucosa intestinal, é transportada para o fígado, por meio da circulação portal e, dessa forma, parte da vitamina aí encontra retorna ao lúmen intestinal com a bile, em um ponto bem distante do local de absorção máxima.

Na sua quase totalidade , a tiamina é introduzida com os alimentos, em partes sob sua forma livre (especialmente os alimentos de origem animal), e mais freqüente, sob forma de pirofosfato. A tiamina absorvida pelo intestino delgado sofre fosforilação na mucosa intestinal, sendo absorvida sob essa forma.

Quando da administração oral de doses elevadas, alguma tiamina pode ser secretada pela mucosa intestinal dentro do lúmen, aparecendo nas fezes sob forma detiamina não absorvida.

Já nos alcoólatras parece existir uma deficiência de absorção de tiamina que provavelmente em grande parte é responsável pela incidência de déficit tiamínico observado nesses indivíduos.

A tiamina é encontrada nas células como monofosfato ou pirofosfato e distribuída emtodos os tecidos e as mais altas concentrações encontram-se no fígado, cérebro, rim e coração.

DEFICIÊNCIA

Produz béri-béri, (insuficiência cardíaca e manifestações nervosas). Em geral o béribériocorre em indivíduos com dieta rica em glicídeos e baixa em tiamina. Também causaSíndrome de Wernicke – Korsakoff, perda de peso, nervosismo, fraqueza muscular; distúrbios cardiovasculares e gastrointestinais, confusão mental, depressão, letargia, instabilidade emocional, irritabilidade.

EXCESSO

As vitaminas hidrossolúveis não são tóxicas e as quantidades armazenadas no corpo são normalmente pequenas. Quando ingeridas em excesso em relação a necessidade corporal, elas são facilmente excretadas na urina e, assim devem ser continuamente supridas na dieta.

FONTES

Carne de porco, cereais integrais e legumes são fontes mais ricas de tiamina. Nozes,lentilha, soja, gema de ovo, fígado, coração, presunto, levedo de cerveja.

As camadas externas dos grãos são particularmente ricas em tiamina. Assim, a farinha de trigo integral é uma boa fonte da vitamina, enquanto o pão branco, preparando a partir do grão moído é pobre em tiamina. Leite, verduras, rabanete, batata-doce, espinafre, maçã, damasco, ameixa, banana.

Cozimento álcool, cafeína e antiácidos destroem a vitamina B1.

VITAMINA B2

(Faz parte do complexo B)

Sinonímia: riboflavina, lactoflavina, ovoflavina

FUNÇÃO

Tem a função de coenzima de sistemas que intervêm nas oxidações celulares. Exerce ação promotora do crescimento.

Atua na regeneração sangüínea, no fígado, no trabalho cardíaco e no aparelho ocular. Conserva os tecidos. Proteção de corticosteróides, gliconeogenese e atividade reguladora das enzimas tiroídeas.

Ajuda cicatrizar feridas na boca, lábios e língua.

Metaboliza carboidratos, as gorduras e as proteínas. Ajuda o organismo a aproveitar oxigênio e é importante na formação de anticorpos.

CLASSIFICAÇÃO

Hidrossolúvel.

METABOLISMO

A Riboflavina e FMN são rapidamente absorvidas no trato gastrintestinal através de mecanismo de transporte específico que envolve a fosforilação da riboflavina em FMN, realizando-se a conversão intestinal em outros locais pela Flavoquinase, sendo que a reação sensível ao hormônio tireoidiano e inibida pela dorpromazina e pelos depressores tricíclicos.

A riboflavina é distribuída por todos os tecidos e armazenada em pequenas quantidades e fixada sob forma de flavoproteínas. No globo ocular são encontrados altos teores na lente e na córnea.

Quando a riboflavina é ingerida em teores iguais às necessidades diárias, a excreção urinária atinge cerca de 9% da quantidade ingerida, processando-se a eliminação sob forma de riboflavina livre e parte como FMN. Alguns metabólicos são também excretados não sendo mais biologicamente ativos.

Ela acha-se presente nas fezes, representando provavelmente vitamina sintetizada para microorganismos intestinais desde que a soma total pelas fezes exceda a quantidade ingerida. Este processo não evidencia que a riboflavina sintetizada pelas bactérias no cólon possa ser absorvida.

DEFICIÊNCIA

Causa dermatite seborréica, perda de apetite, pelagra, queilose (fissuras nos cantos da boca), glossite (língua com aspecto liso e avermelhado), fotofobia, ardência nos olhos, diminuição da visão, retardo no crescimento, catarata, perturbações digestivas. Estomatite angular, lacrijamento, queimação e coceira nos olhos. Síndrome urogenital, distúrbios cutâneos e mucosos.

EXCESSO

Não são tóxicas e as quantidades armazenadas no corpo são normalmente pequenas.

Quando ingeridas em excesso em relação à necessidade corporal, elas são facilmente excretadas na urina e, assim devem ser continuamente supridas na dieta.

FONTES

Leite, ovos, fígado, coração, músculo de boi e aves, e vegetais de folhas verdes, rim, levedura de cerveja, espinafre, beringela, mandioca, cará, feijões, ervilhas, soja, lentilha, amendoim, grão-de-bico, cereais (trigo, arroz). Pêssego, pêra, ameixa, damasco, amêndoa.

É facilmente destruída pelo componente ultravioleta da luz solar.

Conhecendo As Vitaminas.

VITAMINA (do latin “Vita”, vida + elemento composto amina, porque Casimir Funk, ao criar o termo, em 1911, descobrindo a primeira vitamina – vitamina B1- identificou-a como uma amina imprescindível para a vida).

Desde as experiências fundamentais de Lavoisier, no século XVIII, até os estudos de Funk, um período de hipóteses, de investigações experimentais e observações clínicas imperou, por etapas, até chegar-se ao ano de 1920, encerrando-se, assim o que poderia denominar o primeiro ciclo das investigações vitaminológicas.

Vamos postar aqui

FUNÇÃO – CLASSIFICAÇÃO – METABOLISMO

DEFICIÊNCIA – EXCESSO FONTES

As vitaminas são classificadas pela sua ação biológica e em termos de suas características físico-químicas em:

Hidrossolúveis: tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, ácido pantotênico, ácido fólico, cobalamina, biotina, ácido ascórbico, inositol, paba, vitaminas P, F, B15.

Lipossolúveis: vitamina A, D, E e K.

1 VITAMINA A

Sinonímia: aneroftol ou retinol

FUNÇÃO

A vitamina A exerce numerosas funções importantes no organismo, como ação

protetora na pele e mucosas e papel essencial na função da retina da capacidade funcional dos órgãos de reprodução.

Confere elementos de defesa contra as infecções, preside ao crescimento alimentar dos tecidos dando-lhes resistência às enfermidades, desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial.

Contribui para o desenvolvimento normal dos dentes e a conservação do esmalte e bom estado dos cabelos.

Protege a área respiratória, é essencial na gravidez e lactação, importante para assimilação das gorduras, para a glândula tireóide, fígado e supra-renais, protege a vitamina C contra oxidações, favorecendo a sua assimilação pelo organismo.

Trabalha em conjunto com as vitaminas B, D e E, cálcio, fósforo e zinco. Ajuda no funcionamento adequado do sistema imunológico. Ajuda eliminar as manchas senis.

Colabora no tratamento de muitos problemas visuais, é antixeroftálmica, ajuda no

desenvolvimento ósseo, anticancerígeno.

CLASSIFICAÇÃO

Termoestável (resiste ao calor até 100ºC), lipossolúvel (solúvel nas gorduras),

hidroinssolúvel (não solúvel na água).

METABOLISMO

A absorção da vitamina A diz respeito à vitamina preformada, do ácido retinóico e do beta caroteno ou outros carotenóides. Após administração, a absorção é realizada similarmente a das gorduras, e na presença de anormalidades da absorção das gorduras, a absorção do retinol sofre redução. A absorção é quase integral é quase integral em condições de normalidade do aparelho gastrintestinal, sendo a absorção do retinol e de seu ésteres mais completa em jejum, se forem administrados sob forma de soluções aquosas. O retinol é formado pela hidrólise dos ésteres do retinil no intestino, sofre rápida absorção, sendo que no caso de sua ingestão em alto teor, certa quantidade é eliminada pelas fezes.

Os ésteres de retinil sofrem hidrólise no lúmen intestinal por enzimas pancreáticas dentro da borda de escova da célula intestinal antes da absorção, seguindo por reesterificação, principalmente para o palmitato. Quantidades apreciáveis de retinol também são absorvidas diretamente na circulação.

Quando altas doses de vitamina A são administradas é que certa proporção sofre excreção sob forma inalterada nas fezes.

DEFICIÊNCIA

Hemeralopia (cegueira noturna), distúrbios oftálmicos (xeroftalmia, querotomalácia,

dificuldade de adaptação visual, fotofobia), distúrbios na visão crepuscular, pele seca e

escamosa, distúrbios cutâneos (ictiose, doença de Darier, frinoderma), cabelos duros, sem brilho e ásperos, enfraquecimento dos dentes e inflamação das gengivas, falta de resistência às infecções das vias respiratórias e aos cálculos renais, perturbações no crescimento do individuo. Perda de peso.

EXCESSO

Quantidades grandes de vitamina A são tóxicas.

Os sintomas da intoxicação por vitamina A incluem dor e fragilidade óssea, dermatite escamativa, hepatoesplenomegalia, diarréia e função hepática anormal. Hidrocefalia e vômitos em crianças, unhas frágeis, perda de cabelo, gengivite, anorexia, irritabilidade, fadiga, oscite e hipertensão.

FONTES

Manteiga, leite, gema de ovo, fígado, espinafre, chicória, tomate, mamão, batata, cará,

abóbora, cenoura, salsa, pimentão vermelho, tangerina, manga, goiaba vermelha, brócolos, alface, pêssego, nabo, caqui, couve-manteiga, dente-de-leão, nirá, mostarda, vagem, milho, abobrinha, alcachofra, alho, repolho, pepino, ervilha seca e fresca, fava, cebola, cebolinha, aspargo, amendoim, beterraba, broto de bambu, batata-doce branca, roxa e amarela, lentilha, melão, melancia, maçã, morango, banana, caranguejo, ova de peixe, carne de frango. óleo de fígado de peixe, rim, óleo de dendê, couve.

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